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Expedição que percorre rios da América do Sul em botes infláveis conhece projetos em Corumbá

Expedicionários que irão navegar 6.500 quilômetros entre a Argentina até a Amazônia, conheceram o Instituto Moinho Cultural e o Instituto do Homem Pantaneiro durante passagem por Corumbá. O objetivo principal do projeto é chamar a atenção para as ameaças climáticas e ainda a ação do homem diretamente no meio ambiente e como isso influência na vida dos rios e das comunidades que vivem ao seu redor e apontar soluções sustentáveis.

 

Corumbá (MS)- Uma viajem jamais registrada anteriormente, feita através das águas dos rios e afluentes que cortam a América do Sul. Esta aventura está sendo vivenciada por um grupo de nove expedicionários que nesta segunda-feira (1) desembarcaram em Corumbá.

A aventura que está apenas começando, teve como ponto de partida a cidade de Buenos Aires, na Argentina e já percorreu mais de dois mil quilômetros a bordo de botes infláveis.

O comboio é liderado pelo suíço Andy Leemann, especialista em navegação com mais de 20 anos de experiência em expedições, tendo já participado de caravanas semelhantes no Orinoco, Mekong, Zambeze, Ganges, Bramaputra, Yukon, e muitos outros rios ao redor do mundo.

Em Corumbá, o ponto de apoio encontrado pelo grupo que ainda conta com o cineasta indiano Apal Singh, o argentino Alfredo Cucchiani, o alemão Klaus Kranewiter, o piloto profissional de embarcações Stefano Coruzzi da Itália, Gaia Formella da Alemanha, Paul Schneider e seu filho Moritz Schneider também da Alemanha, Edwin Hiemstra da Holanda e o do brasileiro Luiz Fernando Kumpel, foi o Instituto Moinho Cultural Sul-americano.

Expedição irá navegar 6.500 KM pelos rios da América do Sul em botes infláveis

Durante a rápida pausa na cidade, o grupo teve a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Moinho Cultural com crianças e jovens na fronteira entre Brasil e Bolívia e dividir com eles a experiência vivenciada ao longo do trajeto.

O objetivo principal do projeto é chamar a atenção para as ameaças climáticas e ainda a ação do homem diretamente no meio ambiente e como isso influência na vida dos rios e das comunidades que vivem ao seu redor e apontar soluções sustentáveis.

Conforme Andy, a Expedição Ascendente da América do Sul é uma jornada também destinada a mostrar a beleza natural única dos rios e a diversidade de tradições culturais dos povos que vivem em suas margens.

Líder da Expedição Andy Leemann

 

 

 

 

 

 

“Tudo o que estamos vivenciando é realmente incrível, o contato com o meio ambiente nos transforma em pessoas mais conscientes, quando vemos de perto o que o homem está fazendo com a natureza pensamos que precisamos fazer alguma coisa logo, antes que seja tarde demais. A água é o que temos de mais importante em nossas vidas e o que temos feito com ela? É triste verificar como o homem pode ser prejudicial para natureza”, afirmou Andy ao Folha MS, dizendo que essas experiências são compartilhadas com as comunidades por onde passam ao longo da viagem.

Apesar do cenário preocupante com o meio ambiente, o líder da expedição se diz impressionado com a receptividade das comunidades por onde passam. “Conhecemos pessoas de vários locais diferentes com culturas e costumes diferentes. Quando poderíamos imaginar que em pleno Pantanal visitaríamos uma escola que ensina dança e música clássica para crianças? Tudo isso é muito motivante e surpreendente”, contou.

O grupo assistiu na tarde de segunda-feira e na manhã desta terça-feira, a apresentações da Orquestra do Moinho Cultural e da Companhia de Dança do Pantanal. Os expedicionários também conheceram o trabalho desenvolvido pelo Instituto do Homem Pantaneiro e se comprometeram em divulgar e buscar parcerias para continuidade da Rede de Proteção da Serra do Amolar, o projeto Cabeceiras do Pantanal, e o Projeto Felinos Pantaneiros.

Equipe conheceu o projeto da Orquestra e dança do Moinho Cultural

Para Diretora Executiva do Moinho Cultural, Márcia Rolon, a passagem do projeto em Corumbá traz a oportunidade de agregar conhecimento junto as crianças e mostrar o trabalho desenvolvido na instituição.

“Nós estamos atingindo a nossa missão e ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade para gente saber que outras pessoas do mundo vêm aqui e reverenciam o trabalho que desenvolvemos, essa é nossa incumbência, de desenvolver um trabalho de qualidade, técnico e que pode ser mostrado para outras culturas e compartilhado com o mundo, é o inesperado dentro do inesperado, dentro de um universo adverso como esse, fazer com que nossas crianças brilhem”, afirmou.

A Expedição

Grupo partiu de Corumbá com destino a Amazônia

Ao todo o grupo pretende percorrer mais de 6.500 quilômetros de extensão, navegando a bordo de três botes infláveis da Argentina até a Amazônia. Deste trajeto mais de 2.600 quilômetros serão navegados através do Rio Paraguai.

Toda expedição é registrada para documentação do estado dos rios da América do Sul bem como o impacto das mudanças climáticas, os problemas ocasionados pela degradação ambiental, poluição e ilustrar as consequências desses desastres ambientais para as populações locais.

O longo trajeto e os desafios enfrentado pelo grupo pode ser acompanhada através da internet pelo Diário de Viagem atualizado pelos expedicionários.

Conheça a Ribex Expedições Mundiais

 

 

 

Fonte: https://folhams.com.br/corumba/expedicao-que-percorre-rios-da-america-do-sul-em-botes-inflaveis-conhece-projetos-em-corumba/70164/

Instituto Moinho Cultural - 2015